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Estudos recentes a respeito do envelhecimento populacional brasileiro revelam que o país já ocupa a sétima posição em número de idosos, com a perspectiva de passar para a sexta até o ano de 2025.
O envelhecimento humano é um processo de transformação do organismo que se reflete nas estruturas físicas e manifestações cognitivas. Se a expectativa de vida da população tende a aumentar, a existência de um declínio cognitivo associado ao envelhecimento normal pode ter repercussões importantes com o passar do tempo.
Dentre as manifestações cognitivas associadas ao envelhecimento, as alterações de memória são as queixas mais freqüentes, devido a interferência que o declínio dessa função causa ao cotidiano do indivíduo idoso. Situações como dificuldade para manter uma conversação enquanto dirige ou prepara uma refeição, esquecer de desligar o fogo ou esquecer um compromisso, são comuns entre as queixas.
A identificação precoce de alterações possibilita intervenções terapêuticas, a exemplo de técnicas de estimulação ou reabilitação cognitiva, que podem prevenir ou retardar o surgimento de doenças. Nesse contexto, a Terapia Ocupacional pode atuar utilizando atividades específicas para melhorar o desempenho do idoso no cotidiano.
O cérebro possui áreas especializadas nas diversas funções como: ler, falar, resolver problemas etc. É preciso ativar o cérebro nas diferentes áreas com diversificadas atividades. Em alguns casos o cérebro de uma pessoa idosa pode ser menos eficiente, não devido a um problema orgânico, mas sim como resultado da falta de estímulos.
É importante manter-se ativo para preservar as funções cognitivas. A participação freqüente em atividades como ler livros e jornais, jogar cartas, assistir TV ou fazer palavras cruzadas, por exemplo, favorecem a manutenção das funções cerebrais.
Enfim, a intervenção da Terapia Ocupacional contribui para a manutenção da capacidade funcional (autonomia e independência) dos idosos, colaborando para a melhoria da qualidade de vida.
Milene Maciel – CREFITO 6234 TO – Terapeuta Ocupacional / Especialista em Neurologia (UFBA)
Nadja Oliveira – CREFITO 503 TO – Terapeuta Ocupacional / Pós-graduanda em Neuropsicologia
- Ambas atuam no Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (CREASI)
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