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Boa Tarde! Hoje é Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010
MEDICINA & SAÚDE
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Dependência química – o começo de tudo
 
Muitos dos dependentes químicos iniciaram seu relacionamento com as drogas exatamente no lugar onde se suporia que estariam mais seguros. Segundo a Dr.ª Sandra Schivoletto, psiquiatra responsável pelo Ambulatório de Adolescência e Drogas do Departamento de Psiquiatria da USP, “os pais são modelos de comportamento adulto dos filhos, no qual para cada problema existe uma solução química, a dependência química é a decorrência natural”.

Muitas famílias adotam um modelo permissivo em relação às substâncias químicas, utilizando-as como alternativa para a solução imediata de suas angústias. Assim, o pai que chega em casa estressado toma uma bebida para relaxar e a mãe toma um calmante. O pai com problemas sexuais toma um Viagra e a mãe que quer emagrecer toma um remédio para absorver menos gordura e assim por diante. Isso resulta em uma associação de que para qualquer problema uma substância química é uma solução rápida. Não se cria o hábito em família de conversar e resolver os problemas.

Junta-se a esse modelo familiar uma das características mais típicas da adolescência, que é o imediatismo, e com estes ingredientes está criado o ambiente onde a dependência química se instala. Ele não aprende a lidar com a tristeza, o cansaço e as frustrações, e para aliviar os seus problemas aprendeu que a saída é tomar um comprimido, beber alguma coisa ou qualquer outra solução imediata que dê prazer e/ou alívio. Crianças e adolescentes não aprendem com o discurso mas com o comportamento, com exemplo e coerência.

A dependência química é uma doença de natureza biológica, psicológica e social, e, como qualquer outra entidade nosológica, possui sinais e sintomas clínicos universais e específicos. Contudo, cada dependente tem níveis de gravidade distintos dentro das peculiaridades de seu contexto sóciocultural, o que levou ao desenvolvimento de modelos distintos de tratamento. Assim, o tratamento da dependência contempla abordagens capazes de motivar os indivíduos a ampliarem novamente seu repertório social, a buscarem novas maneiras de relacionamento com seu ambiente e novas habilidades sociais para lidar com o cotidiano, enfim, a construção de um novo estilo de vida.

Dr.ª Márcia Regina G. Mandim

CRM – 8.978

Responsável técnica – Clínica Fenix



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