Voltar ao inicio. Fale conosco, tire suas duvidas ou envie criticas e sugestões. Clique aqui para anunciar no portal ou na revista.
Bom Dia! Hoje é Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010
MEDICINA & SAÚDE
Voltar a página inicia Aumentar tamanho do texto. Dminuir o tamanho do texto.
Diabetes mellitus e o tratamento cirúrgico
 
A obesidade mórbida, também chamada de obesidade grau III, tem a pior resposta ao tratamento clínico, sendo que apenas 5% a 10% destes pacientes apresentam perda de peso mantida nos estudos de acompanhamento. Sendo assim, os pacientes são candidatos potencias ao tratamento cirúrgico, visando a melhora metabólica e o controle dos fatores de risco consequentes ao excesso de peso. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM), através da Resolução de nº 1.766/05, determinou as normas quanto às indicações: “Paciente com IMC acima de 40 kg/m2 ou paciente com IMC maior do que 35 kg/m2 e co-morbidades (doenças agravadas pela obesidade e que melhoram quando a mesma é tratada de forma eficaz) que ameacem a vida, tais como diabetes, apnéia do sono, hipertensão arterial, dislipidemia, doença coronariana, osteoartrite e outras (Brasil, 2005)”.

A ciência continua buscando as respostas, mas, até que a doença seja completamente entendida, o controle do excesso de peso é algo que os pacientes devem trabalhar a vida toda. Por isso, é importante entender que nem todas as intervenções médicas atuais, incluindo a cirurgia para a perda de peso, podem ser consideradas como cura. São tentativas de reduzir os efeitos dos excessos de peso e aliviar as consequências físicas, emocionais e sociais da doença. Com o tratamento clínico, evidencia-se, em diversos estudos, a incapacidade para manter a perda de peso ao longo do tratamento, mesmo quando indicadas as drogas, cujos efeitos colaterais apresentam-se em maior ou menor grau durante o curso da terapêutica. O tratamento cirúrgico, quando bem fundamentado e, sobretudo, quando bem conduzido por uma equipe especializada, consegue resultados satisfatórios, como evidenciado por estudos de longa duração, como o Swedish Obese Subjects ou levantamentos estatísticos

multicêntricos (Buchwald 2004, revisado em 2006).

Metanálise de Buchwald e cols demonstrou, em 2004, uma média de 61,2% (58,1%-64,4%) de perda de peso após a cirurgia bariátrica para todos os pacientes; 47,5% (40,7%-54,2%) para pacientes de banda gástrica; 61,6% (56,7%-66,5%), após bypass gástrico; e 70,1% (66,3%-73,9%) para derivação biliopancreática. Além disso, taxas de mortalidade peri-operatória de 0,1% para procedimentos puramente restritivos, 0,5% para bypass, e 1,1% para derivações biliopancreáticas. O diabetes fora solucionado completamente em 76,8% dos pacientes e melhorado em 86%. A dislipidemia, hipertensão e síndrome hipopnéia/apnéia do sono foram resolvidos em 70%, 61,7% e 85,7%, respectivamente. Assim, a efetiva perda de peso é encontrada na maioria absoluta dos pacientes, com melhora ou cura de comorbidades associadas.

Baseado na observação da cura ou no controle do diabetes em taxas citadas acima com o tratamento cirúrgico da obesidade, mesmo antes de haver perda de peso (15 dias ou menos de pós-operatório), alguns autores começaram a pesquisar quais alterações metabólicas acontecem para determinar tão importante fato. Os hormônios gastrointestinais foram estudados, constatando um aumento da produção de incretinas: o glucagon-like peptide – 1 (GLP1) e polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP), dentre outros, além da redução, por exemplo, da ghrelina. O GIP e GLP-1 são, principalmente, os diretamente relacionados com as melhoras e curas do diabetes.

Estes hormônios são capazes de aumentar a produção de insulina com a diminuição da morte (apoptose) das células beta das ilhotas pancreáticas (produtoras de insulina-hormônio que permite a entrada da glicose no interior das células). Com a cirurgia bariátrica, ocorre o aumento da produção destas incretinas em segmentos específicos dos intestinos delgados, que, por sua vez, melhoram os níveis de insulina, com resolução das altas taxas de glicose sérica e hemoglobina glicosilada (Hb A1c) e parâmetros para controle do diabetes mellitus. Rubino, em trabalho experimental com ratos, criou modelos de cirurgia que possibilitassem incrementos na produção de GIP e GLP-1, sem necessariamente emagrecer. Dessa forma, poder-se-ia aplicar algum método cirúrgico em não obesos (exclusão duodenal) a fim de curar o diabetes. Obtendo êxito em seus modelos, Rubino e cols acendeu a chama da esperança em aplicar algum procedimento que se aplique à cura dessa doença que acomete cerca de 8% dos brasileiros, segundo estatísticas dos órgãos de saúde pública do país .

Alguns grupos de cirurgiões e endocrinologistas têm submetido propostas de cirurgias aplicáveis em humanos, com aprovação de comitês de ética de algumas universidades, como Campinas, São Paulo, Pernambuco e Bahia, em caráter experimental para iniciar protocolos de tratamento cirúrgico desta entidade o mais breve possível. Contando com isso, nós, cirurgiões, poderíamos intervir com mais uma ferramenta para combater esta terrível doença crônica, mutiladora, e, até então, considerada incurável.

Núcleo de Tratamento e Cirurgia da Obesidade – Núcleo de Cirurgia Geral Digestiva Ltda.

Erivaldo Alves

CRM – 9.319

Adriano Rios

CRM – 1.072

Cirurgia bariátrica – Bypass gastrojejunal. Tratamento para obesidade mórbida. Esta técnica seria modificada para o tratamento do diabetes em não obesos



Voltar a página inicia Aumentar tamanho do texto. Dminuir o tamanho do texto.
ACADEMIAS
ARQUITETURA
AUTOMÓVEIS - ALUGUEL, FINANCIAMENTO, BATERIA, CHAPARIA, PEÇAS & SERVIÇOS
BUFFET E EVENTOS
CABELEIREIROS E INSTITUTOS DE BELEZA
COMÉRCIO - INFORMÁTICA, MÓVEIS & DECORAÇÕES
DENTISTAS
EDUCAÇÃO - GUIA
ESPORTE & LAZER
GASTRONOMIA - RESTAURANTES, CHURRASCARIAS, PIZZARIAS, & BARES
GUIA TURÍSTICO
IMÓVEIS - LANÇAMENTOS E IMOBILIÁRIAS
MEDICINA & SAÚDE
MEDICINA VETERINÁRIA
MODA & BELEZA
SERVIÇOS
CEPE 2004
CEPE ADEPE
CEPE CATU
CEPE MATARIPE
CEPE SALVADOR
 
CHAT - BATE PAPO
EDIÇÕES ANTERIORES
ARTIGOS
LINKS
O que você achou do nosso novo site?
Poderia ser melhor
Regular
Bom
Muito Bom
››Ver resultados
Agora você poderá receber em primeira mão as novidades do Cepe Magazine, cadastre abaixo seu nome e e-mail.
Nome:
E-mail:
Assinar
Cancelar
Canto da praia
   
Central de atendimento: Telefax: (71) 3494-9642 3491-6883 (71) 9943-2019
Visitantes: 364408
Copyright © Cepe Magazine Revista Clubes da Petrobras. EDIÇÃO 44