| |
Define-se como lombalgia todas as condições de dor, com ou sem rigidez do tronco, localizada entre o último arco costal e a prega glútea, também chamada de dor nas costas. A lombalgia apresenta alta prevalência, e é causa importante de incapacidade e absenteísmo.
Indivíduos mais velhos, indivíduos que apresentam má postura ou que estão acima do seu peso ideal tende a ter mais dor lombar. A melhor forma física e musculatura alongada diminuem a tendência à lombalgia.
Causas da lombalgia:
- Má postura;
- Atividades repetitivas;
- Instabilidades do tronco, a exemplo
da escoliose;
- Causas traumáticas;
- Degenerações discais;
- Osteoporose e osteoartrose;
- Doenças osteometabólicas,
infecções e neoplasias;
- Obesidade.
Diagnóstico diferencial
Deve-se pensar em diagnóstico diferencial com dores de origem renal, dores de origem vascular e infecções de origem pélvica e renal, e também com neoplasias de origem abdominal.
Tratamento
O diagnóstico preciso da causa da lombalgia é o primeiro passo para o tratamento; o exame clínico é importante. Os exames necessários vão desde a radiografia simples, tomografia, densitometria óssea e cintilografia óssea até a ressonância nuclear magnética.
A partir daí, indicamos o uso de analgésicos e antiinflamatórios, fisioterapia convencional, RPG (Reeducação Postural Global), exercícios diários e atividades físicas de baixo impacto, a exemplo da hidroginástica e natação. Podemos lançar mão dos coletes ortopédicos, acupuntura e bloqueios analgésicos localizados.
Vale lembrar que os pacientes devem ter o cuidado com o uso indiscriminado dos medicamentos, pois prejudicam o organismo como um todo. A orientação médica deve sempre estar presente e não devemos negligenciar a dor lombar. Procure estar bem fisico e psicologicamente para que não sofra deste mal.
Dr. Luis Wolfovitch
Cremeb – 7.801
Pós-graduado em Ortopedia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
|