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 EDUCAÇÃO
 Um idioma mundial
 
Nos quatros cantos do intelecto humano

Arthur Clarke, um dos mais brilhantes futurólogos da história, predisse o andamento de um sistema de satélites artificiais para servir às comunicações e à pesquisa espacial que satisfaria uma necessidade imperiosa do mundo moderno, mas que, ao mesmo tempo, revolucionaria as bases materiais e psicossociais da existência humana.
Clarke salientava que o desen-volvimento tecnológico, implícito nesse sistema de comu-nicações, conduziria fatalmente no século XXI à existência de uma Biblioteca Universal, como banco de dados com conhecimentos à disposição da humanidade e de uma rede de computadores de dimensão mundial, autorregulável e autoadministrada, que seria como um enorme “cérebro universal”, com ferramentas de premonição, de pesquisa e de resolução de problemas. Esta biblioteca e esta rede de computadores exigiriam, por sua vez, a existência de um idioma universal, resultante de uma decantação ou de uma eleição entre os existentes.
A razão disto é óbvia: o tempo que se ganha tecnologicamente não pode se perder em sistemas que exijam traduções e retraduções das informações de entrada e saída desses sistemas altamente automatizados. O binômio funcionalidade-antifun-cionalidade sempre resolver-se-á pelo útil operacionalmente.
Na entrada e na saída de um computador, sempre está um homem ou um grupo de homens e, com eles, uma empresa humana: negócios, pesquisas, medicina, elaboração industrial e cultural e, finalmente, globa-lização. E, além da empresa, mais homens, mais grupos humanos, mais nações... Todos apressados pelo tempo, alienados pela tarefa que propõe um mundo competitivo e desgastante, com sua quota inevitável de triunfadores e marginalizados.
Estamos no limiar da época-chave, e é o momento urgente para tentar resgatar-nos a nós mesmos e aos nossos filhos como seres de cultura.
  Falar um ou dois idiomas-chave e pensar e compreender em função deles equivale a economizar tempo, a ter imediatamente a informação a utilizá-la para si e para os demais a ganhar, inclusive, terreno à morte, pois a informação de um descobrimento-chave, em um laboratório deter-minado, faz avançar, às vezes, anos ou décadas de pesquisa, evitando passos inúteis em centenas de laboratórios consa-grados a experiências seme-lhantes.
Aprender uma língua equivale a pensar, sentir, construir e existir em um mundo diferente. Pres-supõe adaptar o cérebro às novas condições e alternativas, o que significa dar-lhe flexibilidade, versatilidade, capacidade de adaptação à mudanças e multi-plicação de possibilidades de resposta a um ou vários desafios. Este é o novo modelo cerebral do século XXI.
A língua inglesa, como o “idioma do rei”, estará a serviço do homem de hoje e de amanhã, quando este se resgate da alienação e com-preenda que, mais que um luxo, esse idioma é uma das ferra-mentas por intermédio da qual ele poderá chegar a ser o “rei” de si mesmo ao conquistar e reafirmar suas possibilidades e sua plena liberdade.

Sr. Luís Roque Tremarin
Diretor do Epic English –  Pituba – Salvador – Bahia



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